Seguro de condomínio, cuidados a ter
- 23 de Novembro, 2020
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Imagine que ao consultar a conta do condomínio encontra um débito direto relativo a um seguro de Responsabilidade Civil, que não se recorda de ter contratado. Começam as dúvidas, os telefonemas e emails para tentar descobrir o que se passou. Este cenário parece pouco provável? Mas é real e sucedeu.
A Guache Condomínios foi confrontada com esta situação por um novo cliente, inicio da relação em outubro. “No dia 18 de novembro, existe um débito a favor de uma seguradora sabe do que se trata?” A resposta é simples pois, neste caso, os condóminos optaram por ficar com o controlo da conta bancária, sem que a empresa de gestão a possa movimentar.
Como é um condomínio novo, apesar de haver ainda documentação que não foi entregue pela anterior administração, foi colocada a hipótese de, afinal, haver um seguro de condomínio que os condóminos se tenham esquecido e que não estava orçamentado. Bem, neste caso, em setembro nem sequer havia orçamento para 2020. Fruto da falta de rigor da anterior administração. No entanto, olhando para as autorizações de débito, esta deu entrada no banco, no caso a Caixa Geral de Depósitos, no dia 17 de novembro. Aí, os alertas começaram a soar. Afinal, alguém sem autorização de movimentação da conta deu ordem de débito direto ao banco e este aceitou-a.
Já seria mau uma entidade subscrever um seguro em nome de terceiros sem estes autorizarem, mas o banco aceitar esta ordem de débito causou alguma estranheza. Tanto mais que, ainda este mês obrigou os condóminos a reconhecerem a Acta em notário para poderem alterar os movimentadores. Tanto rigor e afinal falha onde é mais necessário.
Obviamente, a situação é relativamente fácil de reverter, mas a questão é mais séria do que isto. Afinal, é importante perceber como se processou tudo isto.
Encontrado o mediador que efetuou a apólice, e após ter sido questionado, a resposta foi:” recebemos uma listagem da empresa de gestão, com todos os condomínios para subscrever apólices.” Assim, sem mais!
Do lado do medidador, note-se, é compreensível que recebam um pedido e tratem da subscrição do seguro, mas conseguir retirar dinheiro da conta bancária do condomínio sem a existência de uma assinatura válida já é mais difícil de compreender e tem um nome: fraude!
Fraude porque a empresa de gestão já não faz a administração do condomínio, fraude porque não tem uma deliberação da assembleia onde esteja mandatada para realizar esta subscrição, fraude porque assinaram (alegadamente) uma autorização de débito bancário e esta foi aceite pelo banco. E, no mínimo, falta de rigior da CGD que aceitou uma autorização de débito com uma assinatura que não consta da listagem de assinaturas autorizadas.
Do lado do mediador, a conversa foi simples, “é possível reverter esta situação”. Quando? “Isso não lhe sei dizer, talvez para a semana!” Foi mais rápido do que isso, passado menos de uma hora havia um email a confirmar a reversão e um comprovativo de transaferência para devolução do valor já sacado.
No entanto, convém estar atento. Desta listagem de seguros subscritos, quantos foram realmente solicitados pelos condóminos? Já confirmou a sua conta bancária? Porque como se viu, é possível alguém contratar um seguro de responsabilidade civil, neste caso, em nome do condomínio.
Obviamente, os proprietários da conta podem pedir para cancelar este débito direto e a devolução do valor entretanto sacado da conta. Mas precisam de perder tempo para anular um processo que não solicitaram.
E você, já pensou bem na qualidade do serviço de administração do seu condomínio? Fale com a Guache Condomínios e obtenha um serviço rigoroso e empenhado na resolução e prevenção dos problemas.